Talhas

Utilizadas para preservar o azeite, o vinho e até frutas, as talhas têm mais de três séculos de história.

História

José Miguel começou com o pai, que por sua vez já havia aprendido com o seu avô, a bonita arte de trabalhar o barro.

Tradição

Preparado de forma tradicional, o barro é amassado numa fieira, uma máquina rudimentar datada de 1938.

A nossa história

 1993

O Início

olaria

Iníciamos a fabricação de potes e talhas de barro, em nome individual de José Miguel Figueiredo.

2000

Talhas, Herança e Tradição

pote

Alteração da designação para Talhas, Herança e Tradição – Olaria, Lda, com a continuação, unicamente, da produção de potes e talhas de barro.

2007

Centro de Jardinagem

flores

Abertura do Centro de Jardinagem, com venda diversos tipos de plantas de interior e exterior, árvores de fruto, pedra decorativa e efetuamos serviços de jardinagem.

Tijolo de Burro

Início da produção de tijilo romano, popularmente conhecido por tijolo de burro.

2015

Produção de Olaria Tradicional 

talhas

Início de produção de diversos produtos de olaria, onde se destacam. as talhas para o vinho, a taça portuguesa e taça de duas cintas.

 2017

A nossa nova casa

loja

Abertura do nosso novo espaço, na Estrada Nacional 110 (GPS 39.533242, -8.401039),  Asseiceira - Tomar, onde temos uma localização mais acessivel e central para melhor servir os nossos estimados clientes.

História da Olaria na Asseiceira

História da Olaria

A oficina de oleiro é considerada a mais antiga das indústrias, isto porque a humanidade, na pré-história, começou a substituir os vasos de cerâmica pelos vasilhames (utensílios domésticos) feitos de porongos, cocos e cabaças, entre outras cascas utilizados para o armazenamento de alimentos.
A manufatura de objetos do barro e o surgimento de oficinas de oleiro ocorreu no período neolítico, quando os povos ou sociedades iniciam a confecção de instrumentos mais sofisticados para sanar o problema do armazenamento ou do preparo dos produtos oriundos da produção agropastoril, principal característica da revolução neolítica.
Existem peças de cerâmica (artesanato) encontradas em terra que na atualidade fazem parte do continente europeu que datam de 6000 a.C., mas somente em 1200 a.C é que são fabricados os primeiros tijolos na Europa, indicando, assim, a provável data do surgimento das primeiras oficina de oleiro no velho continente.

A olaria no Ribatejo e na Asseiceira

A arte da olaria está em extinção em quase todo o Ribatejo, tendo muitas localidades desta região vivido da olaria: Canha, Marinhais, Vale de Estacas, Ribeira Branca, Árgea, Ourém, Charneca da Peralva, Alferrarede, Medroa, Olho de Boi, Valhascos (Sardoal), Penhascoso e Mação.
Na Asseiceira chegaram a ser mais de trinta talheiros, hoje restam apenas um ou dois a trabalhar o barro. Muitos chegaram à conclusão que onde se vendiam as talhas também se vendiam os cântaros, os alguidares, as cafeteiras, as panelas, os vasos, os assadores de castanhas, púcaros para extração de resina, entre outros, tendo assim estes oleiros aumentando a sua oferta recompondo parte da história da modelagem do barro que envolve a olaria medieval e a olaria dos descobrimentos do Vale do Tejo.

Os potes, as talhas e as “tarefas” para a separação do azeite.

A extração do azeite é típica dos povos antigos da bacia do Mediterrâneo, e na Europa, o primeiro vestígio do aproveitamento da azeitona, no estado silvestre, data da Idade do Bronze e foi verificado no norte de Itália. Contudo, foram os Gregos que melhoraram a cultura da oliveira e utilizaram a técnica da extração do azeite, cujo princípio mecânico os Romanos aproveitaram, aperfeiçoaram e difundiram.
O recipiente destinado ao apuramento e separação do azeite era escavado, com frequência, no solo e num plano inferior ao da prensa ou da base do torcularium.
Este processo de escavar ou construir abaixo da superfície natural do solo o recipiente colector dos líquidos resultantes da trituração e compressão da azeitona foi seguido na Península Ibérica pelos Mulçumanos.
Com o evoluir dos tempos e da história, os reservatórios construídos no solo para recolha da água-ruça e do azeite foram substituídos por talhas de barro.
O desenvolvimento da indústria e a importância dada à plantação de oliveiras, desenvolvimento e importância que recrudesceram em Portugal durante os séculos XVIII e XIX, permitiram a conservação de costumes e práticas que só a tecnologia contemporânea viria a ultrapassar.
Foram os Romanos que generalizaram o uso de grandes potes de barro para a guarda e conservação de azeite.
A olaria, dada a sua natureza específica, correspondeu, durante mais de três milénios, às exigências do progresso, tornando-se, durante muitos séculos, insubtituível.
No Regimento dos lagareiros dos lagares de azeite», de 1572, se prescreve que em todos os lagares deveriam de existir potes para guardar azeite, assim como em documentos do século XVI se discrimina o uso daqueles, «bem cintados», e de talhas de dezoito a vinte alqueires, potes que aumentaram de tamanho e que se produziram com a exatidão da forma dos dólios romanos em muitos centros oleiros do Alentejo.
No entanto, na Asseiceira, outro vaso de barro, conhecido como a “tarefa” é utilizado na separação do azeite da água-ruça, é pouco conhecido, ignorando-se até que ponto foi insuperável e insubstituível.
Nos terrenos circundantes às olarias da Asseiceira, além dos potes e das talhas, era frequente existirem exemplares de “tarefas”, aguardando a têmpera ou endurecimento necessário para a cozedura.
Estas olarias da Asseiceira abasteciam de “tarefas” além dos lagares da própria freguesia, os lagares da Sertã, Pombal, Lousã, Góis e Ponte de Mucela (Vila Nova de Poiares).

A arte de amassar o barro

Em Portugal, os oleiros usam, ainda atualmente, vários processos de amassar barro. Ora o pisam com um calcador para o reduzir a pó, peneiram-o e diluem-o, amassando-o e sovando-o à mão, sobre uma banca de pedra; ora é pisado com os próprios pés depois de diluído e retirado dos tanques onde permaneceu uns dias.
É empregado, com por alguns oleiros tradicionais, um aparelho rudimentaríssimo, designado por amassador, ou atafona, moinho, engenho, foca ou maromba.

Herança e Tradição

Após a preparação do barro numa máquina que conta mais de 70 anos de idade, designada de fieira, o barro está pronto a ser moldado lentamente dando corpo às peças pretendidas. Peças de grande e de pequenas dimensões com finalidades distintas.
José Miguel começou com o pai, que por sua vez já havia aprendido com o seu avô, a bonita arte de trabalhar o barro.

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